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Componentes da pastagem

Para atingirmos o objetivo de aumentar o faturamento por meio da elevação da produção de arrobas, a qual depende da quantidade de cabeças existentes na propriedade e do desempenho individual de cada animal, precisamos primeiramente entender o que forma uma pastagem. 

A figura 1 demonstra os componentes de uma pastagem, os quais devem funcionar em harmonia para que o sistema funcione adequadamente e os resultados esperados sejam obtidos.

 

Figura 1. Componentes da pastagem. A água é o primeiro limitante para quantidade de animais em uma área de pastagem, pois é a primeira necessidade de todo ser vivo. Não raramente temos pasto com potencial para um lote de 200 cabeças e água para apenas 120 animais.

Geralmente quando pensamos em pastagens nos vem à cabeça o capim. No entanto, este é apenas um componente do sistema de pastagens. E para que o pasto seja bem pastejado os demais componentes têm que estar adequados, principalmente bebedouros e cercas.

Localização e disponibilidade de água e cocho de sal

, por exemplo (figura 2).

Figura 2. Bebedouro “natural” com pouca água.

Água de baixa qualidade limita a ingestão de capim e uma série de processos metabólicos dentro do animal que resultarão em redução no desempenho do rebanho (gráfico 1).

Gráfico 1. Desempenho animal em pastagens com açude e bebedouro artificial. GMD 1: janeiro a fevereiro; GMD 2: fevereiro a março; GMD 3: março a abril. Adaptado de Bica, 2005.

O ganho de peso em animais que beberam água em açude foi semelhante apenas no início do experimento. Com o decorrer do tempo a água presente foi sendo contaminada pelo uso contínuo dos animais. Outro ponto interessante é notar que período onde as chuvas são menos intensas leva à diminuição da quantidade de água nos açudes, reduzindo ainda mais a ingestão por parte dos animais.

O consumo de capim está diretamente relacionado com o ganho de peso dos animais. Animal que come mais, ganha mais peso! No entanto, para que o bovino possa comer capim à vontade, dentre outros fatores, a ingestão de água é fundamental.

Com relação às cercas, as mesmas devem ser funcionais, independente da cor, madeira e tipo (convencional ou elétrica). Dessa forma, o gestor de pastagens terá mais liberdade para explorar o potencial das áreas de pastagens por não ter que se preocupar em demasia com lotes ficando em áreas vizinhas.

Tal feito melhora a eficiência do sistema produtivo, uma vez que o pastejo realizado por uma lotação de animais adequada permite maior produção e qualidade do capim gerando, por consequência, elevação na produção de arrobas.

Portanto, quando temos cercas ineficazes a demanda de pasto da propriedade pode até estar equilibrada com a oferta de capim, no entanto, devido à restrição de distribuição do pastejo da forma adequada (oferta de capim correta para todos os animais), teremos áreas que serão subpastejadas e outras superpastejadas. 

No que se refere a cochos para suplementação, temos dois pontos importantes. A área de cocho e o tipo do cocho (fixo ou móvel, alto ou baixo). O primeiro ponto é de extrema importância devido ao comportamento gregário dos animais, isto é, tendem a permanecerem juntos.

Quando a área de cocho é insuficiente, boa parte do lote consumirá o suplemento, entretanto quando os animais dominados (“fundo”) estiverem se aproximando para lamber o suplemento o restante do lote já bebeu água e está saindo pastejar novamente, reduzindo o tempo disponível para o “fundo” consumir o suplemento uma vez que eles irão atrás do restante do lote.

A tabela 1 contém a área de cocho necessária para diferentes suplementos, considerando suplementação em pastagens.


Tabela 1. Área de cocho para diferentes suplementos

Quanto à forma dos cochos, recomendamos que sejam móveis, baixos e firmes. Móveis por permitir movimentação evitando problemas com lama, baixos por geralmente serem mais duráveis e leves e firmes, pois cochos bambos favorecem a perda de suplementos. As figuras 3, 4, 5, 6 e 7 exemplificam as situações expostas acima.

Figura 3. Cocho fixo (coberto) com lama afetando o consumo.

Figura 4. Cocho fixo (descoberto) com lama afetando o consumo.

Figura 5. Desperdício de suplemento devido a cocho frágil (bambo).

Figura 6. Comparação entre cocho alto (frágil) e baixo (resistente).

Figura 7. Exemplo de cocho móvel, resistente e firme.

Todos os cuidados citados acima são para atingir as metas de consumo de suplemento pelos animais. Aliado às recomendações passadas está o horário de fornecimento do suplemento, quando o mesmo é de consumo rápido (diário), comumente semiconfinamento. O pico de ingestão de capim é no início da manhã e final da tarde (gráfico 2).

Gráfico 2. Comportamento ingestivo de bovinos a pasto. Adaptado de Moretti et al., 2011.

Analisando o gráfico notamos que o horário ideal para a suplementação é entre as 11:00 e 14:00 horas. Deste modo, o consumo de suplemento não concorrerá com a ingestão de pasto. Fornecimentos no início da manhã e ao final da tarde tendem a reduzir o consumo de capim e, por consequência, o desempenho animal.


Msc. Edmar Pauliqui Peluso

Mestre em produção animal com ênfase em pastagens e forragicultura - UEM

Sócio diretor Gerente de pasto

cel: 44 9 9911 0915 (Tim)

Dr. Bruno Shigueo Iwamoto

Doutor em produção animal com ênfase em pastagens e forragicultura - UEM

Sócio diretor Gerente de pasto

cel: 44 9 8448 7988 (Vivo)

Msc. Josmar Almeida Jr.

Mestre em produção animal com ênfase em pastagens e forragicultura - UEM

Sócio diretor Gerente de pasto

cel: 44 9 9119 0888 (Vivo)


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